Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Chama-se Paulo Fernandes, mas todos o conhecem como Slimmy.  De "one-man-show", passou a  ser uma banda com cinco elementos. A diferença nota-se em “Be someone else”, o segundo álbum do músico do Porto.

 

 

Este disco está mais orgânico e menos electrónico. Foi uma opção planeada ou saiu assim?

Foi uma opção natural. No primeiro disco, não havia ninguém para tocar os temas. Gravei quase sozinho porque teve de ser. Agora, já com o trio formado, enquanto íamos tocando ao vivo, íamos experimentando algumas coisas e gravando. É, sem dúvida, um conceito diferente. Menos Slimmy como projecto a solo, mas mais Slimmy como banda. Os temas foram muito bem escolhidos, porque vamos poder dar concertos vigorosos e enérgicos.

 

Slimmy já foi um “one-man show”, passou para um trio e, agora, já são cinco em cima do palco. Como está a resultar a nova formação?

Muito bem. Tento incutir a ideia de que somos uma banda e não há músicos convidados. Já não é bem o meu projecto, mas também de quem me acompanha. O facto de sermos cinco vem tornar a coisa mais real ao vivo. No trio, parecia que faltava ali qualquer coisa. Agora, tornou-se mais forte. É um rock “show”. Aquele lado meio “dance” e meio cabaret não se perdeu, mas, até pela atitude dos músicos, convém que se torne mais rock. O rock toca mais o íntimo das pessoas. Neste momento, somos uma máquina de rock ‘n’ roll.

 

Uma das suas imagens de marca são os concertos enérgicos e animados. De onde vêm as forças?

Ligo um botão e deixo o comboio andar. Não sei muito bem o que faço, o que sou. Acho que é uma versão um pouco animalesca que tenho. A minha energia vem do gosto que tenho em estar ali, do contacto com o público, da adrenalina de estares a cantar  aquilo que escreveste. E também da vontade de eu querer dar um bom espectáculo. As pessoas pagam bilhete e têm o direito a ver algo diferente do que vêm no dia-a-dia. A música é uma festa. É algo que te tira do cinzentismo sério. É um bocado por aí que hoje faço música.

 

Há um Slimmy no palco e um Paulo na rua?

Já não. O facto de me sentir estrela rock todos os dias – sem qualquer arrogância – faz com que tenha de ser o Slimmy sempre. E há uma parte do Paulo que também entra em palco. Hoje, os dois misturam-se e completam-se. Não é um “show off” do Slimmy. É uma versão minha mais sexual, animal e hardcore do que aquilo que sou no dia-a-dia. Também não posso ser sempre assim porque a sociedade não me deixa (risos).

 

Começou pelo grunge, passou pelo break beat e agora estacionou no electro rock. Porquê?

Sou muito ecléctico. Não gosto apenas de um estilo de música. Nos anos 90, o rock e o grunge eram a influência mais óbvia para quem queria tocar guitarra ou baixo. Depois, veio a onda da música de dança, com o boom dos Prodigy ou Chemical Brothers, que me influenciaram para um lado diferente. Como já tinha o outro lado, simplesmente juntei os dois da maneira mais coerente e festiva possível. Quero que um disco seja uma coisa festiva e não um daqueles discos rock tradicionais ou um mero disco de dança, em que sentes que é só uma máquina que está a tocar aquilo.

Já esteve a morar em Londres e, depois do primeiro disco, voltou para Portugal. Foi um passo atrás?

Não. Ainda tenho lá casa, vou quando quero e até acabei lá este disco. Na altura, estava a sentir-me cansado de lá viver. É muito engraçado ir a Londres como turista, mas viver lá são outros quinhentos. E tinha um disco tão bom nas mãos que queria mesmo voltar para mostrar às pessoas  uma espécie de produto novo.

 

Daí o regresso à “terrinha”...

A “terrinha” fez com que eu ficasse profissional disto e torna-se um bocado impossível de andar cá numa digressão e depois ires mostrar-te lá fora. Claro que há sempre a vontade de editar discos  e fazer digressões internacionais como deve ser. Mas, sem dúvida que o facto de o meu ganha pão se dever a estar aqui leva-me a concentrar muito mais no público português. Tenho a preocupação de tentar agradar às pessoas. Acabo por fazer a música que quero e que  quero dar às pessoas porque acho que elas vão entender e gostar.

 

Tiago Rodrigues Alves

Fonte: JN



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